1. Escopo e aplicabilidade
Este documento consolida as instruções técnicas para dois procedimentos que a equipe de integração e manutenção conduz em projetos KeyAccess:
Migração de estrutura KeyAccess Server local para nuvem (aplicável a qualquer arquitetura — com ou sem facial, com ou sem módulo Cloud).
Implantação e configuração de facial Hikvision com servidor KeyAccess em nuvem (aplicável quando o projeto inclui terminais Hikvision).
A migração é o assunto principal e a arquitetura com facial Hikvision aparece como um dos cenários possíveis dessa migração — dois dos cinco cenários descritos na seção 3.6 envolvem facial. Sempre que o projeto tem facial Hikvision, os requisitos técnicos específicos das seções 4 a 7 se aplicam.
Documento destinado à equipe de integração e manutenção homologada KeyAccess. Assume os pré-requisitos do curso de certificação KeyAccess já cumpridos; procedimentos básicos de configuração inicial do terminal Hikvision e da controladora KA que constam do treinamento não são repetidos aqui.
2. Pré-requisitos gerais
2.1. Link de internet — restrição de CGNAT
Aplicável sempre que houver servidor KeyAccess em nuvem — seja para migração de estrutura local, seja para novo projeto em nuvem, seja para facial Hikvision comunicando com servidor em nuvem.
ATENÇÃO — pré-requisito de link para servidores KeyAccess em nuvem. O link do cliente NÃO PODE estar atrás de um CGNAT (carrier-grade NAT — sub-roteador do lado da operadora que agrupa vários clientes na região e entrega a eles um IP inacessível na internet, no range 100.64.0.0/10). Sem IP público válido a comunicação bidirecional entre o servidor KA em nuvem e os dispositivos no local é impossível.
Como verificar antes da implantação:
Consultar um site de verificação de IPs a partir da rede do cliente (meuip.com.br, whatismyipaddress.com etc.).
Verificar se o IPv4 (não IPv6) está no range 100.xxx.yyy.zzz — se estiver, é CGNAT.
Caso positivo, consultar a operadora sobre a troca do link para um com endereço válido na internet, sem CGNAT. Sem essa troca a implantação não avança.
2.2. Equipamentos compatíveis com servidor em nuvem
Admite-se integração com o servidor KeyAccess em nuvem os seguintes dispositivos:
Controladora KeyAccess com periféricos: leitor de cartões, leitor biométrico digital marca Suprema e leitor de QR Code.
Leitor biométrico facial marca Hikvision — obrigatório o uso de certificado digital (HTTPS).
O cliente pode pretender utilizar dispositivos que não se integram ao servidor em nuvem por não estarem dotados de criptografia. Se sim, a manobra pode ser inviável — identificar isso na análise prévia (3.2).
Os modelos específicos suportados devem ser verificados junto ao setor comercial da empresa de integração, contra a lista de equipamentos compatíveis fornecida pelo time KeyAccess.
2.3. Dados de acesso ao servidor KeyAccess em nuvem
Os dados que servirão de base à implantação/migração são fornecidos após a abertura do chamado, com a criação do servidor em nuvem. As informações básicas são:
Endereço de acesso ao servidor KeyAccess.
Porta UDP para conexão da controladora ao servidor.
ID da licença (configurado na controladora KA em DNS Options → Type: RETAIL → ID: 000000000[x]).
Portas de comunicação com o(s) terminal(is) facial(is), quando houver.
3. Migração de KeyAccess Server local para nuvem
3.1. Aplicabilidade
Procedimento de mudança da estrutura de um KeyAccess Server em cliente tipo company, com servidor local, para servidor em nuvem.
Cliente tipo company: escritórios ou outras estruturas dedicadas ao controle de acesso em áreas privativas, com fluxos moderados.
3.2. Análise prévia — obrigatória antes de agendar a migração
Ao direcionar dispositivos instalados nas dependências do cliente para comunicação com estrutura em nuvem, o tráfego passa a atravessar as camadas de proteção virtual gerenciadas pelo time de segurança da informação do cliente. Estabilidade e velocidade da banda de internet passam a ser fundamentais.
Antes de iniciar qualquer tratativa, identifique:
Todos os recursos utilizados pelo cliente hoje (KA + Cloud sim/não · facial Hikvision sim/não · outros).
Expectativa de expansão — pretensão de dispositivos que não se integram ao servidor em nuvem por não estarem dotados de criptografia inviabiliza a manobra.
Liberações que o cliente deverá providenciar em sua estrutura de segurança virtual: IPs, portas de comunicação e URLs necessárias.
A análise deve ser fundamentada na política de segurança da informação adotada pelo cliente. Só após esse fechamento a migração pode ser agendada.
3.3. Banco de dados — decisão de migrar ou não
O cliente pode optar por transferir as informações armazenadas no banco de dados do servidor local para o novo servidor em nuvem, ou começar limpo. Se optar por transferir:
O KeyAccess Server deve ser atualizado para a última versão disponível no portal de instaladores. Responsabilidade da empresa de integração.
O integrador atualiza o firmware das controladoras para a última versão disponível e atualiza configurações de hardware e acessos conforme o curso de certificação KeyAccess — garante compatibilidade entre versões e memórias das controladoras alimentadas com as últimas informações da base.
A empresa disponibiliza acesso remoto ao servidor local via Anydesk para o time KeyAccess fazer análise prévia do tamanho da base. Em data agendada, também dá acesso para a exportação dos registros.
Para exportar, os serviços do sistema são interrompidos. Apenas as controladoras KA permanecem em funcionamento, com seus periféricos, em modo offline. As validações de passagens ocorrem com base nas informações em memória das controladoras. As liberações por reconhecimento facial ficam interrompidas nesse intervalo.
As bases exportadas são copiadas para o ambiente KeyAccess durante o acesso remoto — a empresa atribui os privilégios necessários para a cópia.
Atenção durante a migração: • Novos cadastros só podem ser realizados após a conclusão do servidor em nuvem — aguardar parecer do time KeyAccess. • Se o cliente utilizar sincronismo de cadastros entre a plataforma colaboradores.online e o servidor KeyAccess, o serviço do módulo KeyAccess Cloud precisa ser interrompido imediatamente.
3.4. Reconfiguração das controladoras KeyAccess
A alteração da estrutura torna obrigatória a reconfiguração das controladoras KeyAccess. Elas passarão a apontar para o IP e porta UDP do novo servidor em nuvem, fornecidos pelo time KeyAccess.
Requisitos obrigatórios:
Habilitar DTLS (Datagram Transport Layer Security) para garantir comunicação criptografada com o servidor.
Modificar a regra de validação de on server para on local.
Garantir que o endereço do servidor e a porta UDP estejam liberados na rede do cliente — caso contrário as controladoras ficam offline.
Estas ações são executadas pela equipe de integração e manutenção contratada pelo cliente, com base no manual de certificação KeyAccess.
3.5. Cronograma
O preparo do servidor em nuvem requer dias. A empresa de integração deve providenciar cronograma considerando os prazos estabelecidos no Playbook do KeyAccess.
Em caso de uso do sistema facial no projeto, o servidor KA em nuvem precisa encontrar o dispositivo de reconhecimento facial nas dependências do cliente. Aplicam-se então as seções 4 (arquitetura) · 5 (configuração do terminal Hikvision) · 6 (roteador) · 7 (servidor KA para facial) deste documento.
3.6. Matrizes de responsabilidade por cenário de migração
Cinco cenários possíveis, com divisão de atividades entre técnico/cliente e equipe KeyAccess. Os cenários D e E envolvem facial Hikvision e ativam os requisitos das seções 4 a 7.
Cenário A · KeyAccess Company sem Cloud
Atividades do técnico / cliente | Atividades da equipe KeyAccess |
|---|---|
Permitir acesso ao servidor atual para avaliação do volume de dados. | Acessar o servidor e avaliar o volume de dados. |
Permitir execução de backup/dump dos dados no servidor. | Acessar o servidor e executar backup/dump dos dados. |
Reconfigurar as controladoras para apontar para o servidor em nuvem e habilitar DTLS. | Publicação do servidor na nuvem. |
Parar o KeyAccess local. | Restauração dos dados do cliente no novo servidor. |
Cenário B · KeyAccess Company com Cloud (sem migração de dados)
Atividades do técnico / cliente | Atividades da equipe KeyAccess |
|---|---|
Gerar relatório de auditoria completo desde o início da operação e armazenar. | Publicação do servidor na nuvem. |
Gerar relatório de acesso completo desde o início da operação e armazenar. | Preparação do módulo cloud. |
Parar o módulo cloud em data coordenada junto à equipe KeyAccess. | Publicação do módulo cloud em data coordenada com o técnico/cliente. |
Reconfigurar as controladoras para apontar para o servidor em nuvem e habilitar DTLS. | Forçar o sincronismo de cadastro do cloud para o KeyAccess. |
Parar o KeyAccess local. | — |
Cenário C · KeyAccess Company com Cloud (com migração de dados)
Atividades do técnico / cliente | Atividades da equipe KeyAccess |
|---|---|
Permitir acesso ao servidor atual para avaliação do volume de dados. | Acessar o servidor e avaliar o volume de dados. |
Permitir execução de backup/dump dos dados no servidor. | Acessar o servidor e executar backup/dump dos dados. |
Parar o módulo cloud em data coordenada junto à equipe KeyAccess. | Publicação do servidor na nuvem. |
Reconfigurar as controladoras para apontar para o servidor em nuvem e habilitar DTLS. | Restauração dos dados do cliente no novo servidor. |
Parar o KeyAccess local. | Preparação do módulo cloud. |
— | Publicação do módulo cloud em data coordenada com o técnico/cliente. |
— | Forçar o sincronismo de cadastro do cloud para o KeyAccess. |
Cenário D · KeyAccess Company sem Cloud com facial Hikvision
Atividades do técnico / cliente | Atividades da equipe KeyAccess |
|---|---|
Permitir acesso ao servidor atual para avaliação do volume de dados. | Acessar o servidor e avaliar o volume de dados. |
Permitir execução de backup/dump dos dados no servidor. | Acessar o servidor e executar backup/dump dos dados. |
Instalar certificados digitais em cada PAD (ver seção 5.3). | Executar a abertura de portas definidas junto ao técnico/cliente no servidor em nuvem. |
Habilitar o protocolo HTTPS (ver seções 5 e 7). | Publicação do servidor na nuvem. |
Mapear portas no firewall para permitir conexão externa com cada PAD Hikvision no local (ver seção 6). | Restauração dos dados do cliente no novo servidor. |
Reconfigurar as controladoras para apontar para o servidor em nuvem e habilitar DTLS. | Publicação do módulo facial. |
Parar o módulo facial Hikvision. | — |
Parar o KeyAccess local. | — |
Cenário E · KeyAccess Company com Cloud e facial Hikvision (com migração de dados)
Atividades do técnico / cliente | Atividades da equipe KeyAccess |
|---|---|
Permitir acesso ao servidor atual para avaliação do volume de dados. | Acessar o servidor e avaliar o volume de dados. |
Permitir execução de backup/dump dos dados no servidor. | Acessar o servidor e executar backup/dump dos dados. |
Instalar certificados digitais em cada PAD (ver seção 5.3). | Executar a abertura de portas definidas junto ao técnico/cliente no servidor em nuvem. |
Habilitar o protocolo HTTPS (ver seções 5 e 7). | Publicação do servidor na nuvem. |
Mapear portas no firewall para permitir conexão externa com cada PAD Hikvision no local (ver seção 6). | Restauração dos dados do cliente no novo servidor. |
Parar o módulo cloud em data coordenada junto à equipe KeyAccess. | Preparação do módulo cloud. |
Reconfigurar as controladoras para apontar para o servidor em nuvem e habilitar DTLS. | Publicação do módulo cloud em data coordenada com o técnico/cliente. |
Parar o módulo facial Hikvision. | Forçar o sincronismo de cadastro do cloud para o KeyAccess. |
Parar o KeyAccess local. | Publicação do módulo facial. |
Nota: as seções seguintes (4 a 8) aplicam-se aos cenários que envolvem facial Hikvision (D e E acima), e também a novos projetos em nuvem com facial Hikvision fora do contexto de migração.
4. Arquitetura com facial Hikvision em nuvem
4.1. Visão geral
A arquitetura compreende um servidor KeyAccess em nuvem que estabelece comunicação com os leitores faciais Hikvision e com as controladoras KeyAccess instaladas nas dependências do cliente.
Elementos:
Servidor KA em nuvem — inicia conexões para os terminais faciais no local (por HTTPS) e recebe conexões UDP das controladoras.
Modem/roteador da operadora no site do cliente — precisa expor os terminais Hikvision para a internet via port forwarding (seção 6).
Terminais faciais Hikvision — atuam como servidor HTTPS (respondem a conexões iniciadas pelo servidor KA). Cada terminal ocupa uma porta externa distinta.
Controladoras KA — se comunicam com o servidor em nuvem por UDP com DTLS habilitado; validação on local (seção 3.4). A arquitetura sem controladora KA é tratada na seção 8.
4.2. Mapeamento IP externo × IP interno dos leitores faciais
Cada terminal facial precisa ser alcançado individualmente a partir da rede externa. Como o site do cliente normalmente tem um único IP público, o esquema é: uma porta externa distinta por terminal, todas apontando para a porta HTTPS interna do respectivo terminal.
Exemplo de referência (projeto com 5 terminais):
Chegada externa (WAN) | Destino interno (LAN) |
|---|---|
IP externo · Porta 7824 | IP interno 192.168.1.10 · Porta 443 |
IP externo · Porta 7825 | IP interno 192.168.1.11 · Porta 443 |
IP externo · Porta 7826 | IP interno 192.168.1.12 · Porta 443 |
IP externo · Porta 7827 | IP interno 192.168.1.13 · Porta 443 |
IP externo · Porta 7828 | IP interno 192.168.1.14 · Porta 443 |
Sem IP público fixo? Pode-se usar a plataforma DynDNS (ou equivalente) para criar uma conta que gere uma rota apontando para a estrutura local. O time de TI do cliente é responsável por essa configuração.
O time de TI do cliente configura o mapeamento no roteador. Os IPs e portas são fictícios no exemplo — a implantação usa os valores reais informados pelo cliente. As portas 7824–7828 são apenas convenção do exemplo; a seção 6 explica por que se recomenda usar portas fora dos valores padrão IANA.
5. Configuração do terminal facial Hikvision
Pré-requisito: este guia assume que as configurações para pleno funcionamento do terminal facial Hikvision com o KeyAccess já foram realizadas conforme o addendum do Treinamento em Implantação e Manutenção KeyAccess. Os procedimentos base não são repetidos — este bloco cobre apenas o que é específico para habilitar HTTPS e a operação com servidor em nuvem.
5.1. Firmware do terminal
É recomendado atualizar o firmware do terminal facial para a última versão disponível antes de habilitar HTTPS. A primeira versão de firmware tem problemas conhecidos com HTTPS e pode não funcionar.
Duas rotas de atualização:
Vários dispositivos ao mesmo tempo — ferramenta Batch Tool disponível no site da Hikvision, área de suporte.
Um a um — diretamente pela interface web do dispositivo, em Configuration → System → Maintenance → Upgrade.
Obtenção: hikvision.com → Support → Download → Firmware (digite o modelo do equipamento).
5.2. Acesso à interface web e porta HTTPS
Para habilitar HTTPS, faça logon no sistema web do dispositivo por HTTP, como você faria para configurá-lo inicialmente. Se a configuração inicial tiver sido feita pela interface do próprio dispositivo, esta etapa exige a interface web.
Endereço: IP do próprio dispositivo. Login inicial: admin / <senha do administrador cadastrada inicialmente>. As instruções assumem interface em inglês.
Acesse: Configuration → Network → Basic Settings → Port.
Localize HTTPS Port e especifique o número da porta para comunicação HTTPS. O padrão IANA é TCP 443, mas você pode especificar valor diferente por conveniência. Clique em Save.
Valores padrão típicos das outras portas na mesma tela: HTTP 80 · RTSP 554 · HTTPS 443 · Server 8000.
5.3. Importação dos certificados digitais
Solicitação ao SAC KeyAccess: os arquivos de certificado e chave privada devem ser solicitados formalmente ao SAC — chamado com o assunto “arquivos para comunicação HTTPS com facial Hikvision”. Sem eles a etapa não avança.
Acesse: Configuration → System → Security → Certificate Management. A instalação segue esta ordem (três arquivos, três áreas da mesma tela):
5.3.1. CA Certificate
Na área Import CA Certificate, clique no ícone de pasta e localize 50-intermediate-ca.cert.pem.
Clique em Install. Havendo sucesso, aparecerá um número com ícone de verificação em Custom ID.
5.3.2. Communication Certificate
Na área Import Communication Certificate, em Certificate Type escolha HTTPS.
Localize HIKVISIONxxxx.cert.pem e clique em Install.
5.3.3. Chave privada (Import Passwords)
Na área Import Passwords, em Certificate Type escolha HTTPS.
Localize HIKVISIONxxxx.key.pem e clique em Install.
5.4. Authentication Settings
Acesse: Configuration → Access Control → Privacy. Na seção Authentication Settings:
Display Authentication Result: marcar apenas Face Picture (desmarcar Name e Employee ID).
Clicar em Save.
5.5. Picture Uploading and Storage
Logo abaixo da seção anterior, na mesma tela, configure Picture Uploading and Storage conforme:
Upload Captured Picture When Authenticating: desligado.
Save Captured Picture When Authenticating: ligado.
Save Registered Picture: ligado.
Upload Picture After Linked Capture: desligado.
Save Pictures After Linked Capture: ligado.
Clicar em Save.
5.6. Aviso do navegador ao acessar por HTTPS
Comportamento normal. Os certificados fornecidos pela KeyAccess são próprios. Ao acessar a página do terminal facial via HTTPS pelo navegador, ele informará que a conexão não é segura. Isso é esperado — a KeyAccess não é entidade certificadora incluída por padrão nos navegadores. Force o navegador a prosseguir; se quiser confirmar, exiba o certificado e verifique que o Organizational Unit = KeyAccess e o Common Name = KeyAccess Intermediate CA 50 (SuperNova). É possível abrir exceção para o navegador parar de exibir o aviso em acessos futuros.
6. Configuração do roteador — port forwarding
6.1. Por que port forwarding é obrigatório
O roteador da operadora, em seu NAT, possui por padrão um firewall que bloqueia início de conexões da WAN (internet) para a LAN (rede interna) — segurança intrínseca contra ataques externos. Nessa configuração padrão, porém, a solução não funciona: tanto o terminal facial quanto o servidor KeyAccess iniciam conexões (agem como servidores de forma mútua).
Para permitir essa comunicação é necessário liberar (abrir e rotear) uma porta do roteador para a internet, redirecionando conexões que chegam ao IP público na porta escolhida para o IP e porta internos do terminal facial. O recurso chama-se Port Forwarding — em alguns roteadores mais novos, Virtual Server.
6.2. Boas práticas de segurança na escolha da porta externa
Não use portas padrão como externas. (a) Algumas operadoras bloqueiam, em roteadores acima na rede, a conexão de portas padrão como 80 e 443. (b) Robôs hackers exploram portas padrão para tentativas de invasão. Escolha uma porta fora dos valores padrão IANA para expor à internet — por exemplo, redirecione a porta 443 do terminal facial para a porta externa 7834 (ou outra não utilizada).
Referência da tabela IANA: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_portas_dos_protocolos_TCP_e_UDP
6.3. Exemplo em roteador da operadora Vivo
Exemplo típico em Vivo Box (menu Rede local → Redirecionar Portas):
Nome da regra | hikvision |
Protocolo | TCP |
Porta externa | 7834 |
Porta interna | 443 |
IP externo | IP público do roteador (fornecido pela operadora) |
IP interno | IP interno do terminal facial (ex: 192.168.1.10) |
Nesse exemplo, tudo que chega no IP público via porta 7834 é entregue ao terminal facial em 192.168.1.10:443. Repita a regra para cada terminal facial adicional, mudando a porta externa e o IP interno.
Seu roteador pode ser diferente (outra operadora, outro fabricante) — entenda o conceito e replique consultando o manual do modelo ou vídeos específicos. Caso não consiga, envolva um especialista em redes do cliente.
Coerência com o cadastro no KA: o servidor KeyAccess deve ter, no cadastro do dispositivo facial, o IP público do roteador e a porta externa escolhida para o forwarding (no exemplo, 7834) — não o IP interno nem a porta interna. Ver seção 7.3.
7. Configuração do servidor KeyAccess para facial Hikvision
7.1. Ativação de HTTPS no módulo facial
Acesse o servidor KeyAccess com usuário técnico (ou com privilégio de técnico). No menu à direita, vá em Configurações avançadas → Módulo Facial.
Ative ambas as opções de HTTPS:
“O KeyAccess está utilizando HTTPS?” → Sim.
“O Facial utiliza HTTPS com PADs/Servidores?” → Sim.
Confirme também os campos:
Host do KeyAccess: host correto do KA em nuvem.
Porta do KeyAccess: porta de execução do KA (padrão típico 9443).
IP e porta do Módulo ControlID: quando aplicável.
7.2. Cadastro do dispositivo facial
No menu principal do KeyAccess, item Facial, cadastre cada terminal facial com os campos abaixo. Este é o mesmo menu utilizado nas configurações iniciais.
Tipo de servidor: PAD Hikvision.
Nome: nome identificador do terminal (ex: “Entrada Principal”, “Hikvision-1”).
Ativo: Sim.
Master: Sim / Não conforme o projeto.
Login / Senha: credenciais do dispositivo (padrão admin).
IP / Nome do Servidor: ver 7.3.
Porta 1: ver 7.3.
Debounce: intervalo entre capturas em ms (padrão 5000).
Controladora KA: Sim quando existir controladora KA associada. Não quando for arquitetura sem controladora (ver seção 8).
Temperatura mínima / máxima: válidas apenas em PADs com controle de temperatura.
Detecção de máscara: ativar se o projeto exigir.
7.3. IP e porta do terminal — cadastro correto por cenário
O que preencher em IP/Nome do Servidor e Porta 1 depende do cenário:
Cenário | IP / Nome do Servidor | Porta 1 |
|---|---|---|
KA local (mesma LAN do terminal) | IP interno do terminal Hikvision | Porta HTTPS interna (tipicamente 443) |
KA em nuvem (com port forwarding) | IP público do roteador da operadora (ou hostname DynDNS) | Porta externa configurada no forwarding (ex: 7834, 7824–7828) |
Erro comum: em projeto KA em nuvem, preencher com IP interno do terminal — o servidor em nuvem não consegue acessar a LAN privada do cliente e a comunicação falha silenciosamente.
8. Caso especial — facial Hikvision sem controladora KeyAccess
8.1. Contexto e aplicabilidade
Esta solução é destinada a projetos que utilizam dispositivos de reconhecimento facial Hikvision sem a utilização de controladoras KeyAccess.
É normalmente aplicada em portas equipadas com eletroímã, cujo acionamento é realizado diretamente pelo relé integrado ao dispositivo de reconhecimento facial.
8.2. Sintoma reportado
Sintoma. Após a atualização do sistema KeyAccess para a versão 2.2.29.5, os usuários deixam de liberar as portas por meio do reconhecimento facial. No monitor de eventos do sistema é registrada a mensagem, em vermelho: “Horário não permitido no grupo de acesso”.
8.3. Causa
Na arquitetura em que o dispositivo Hikvision realiza o acionamento da porta diretamente, o KeyAccess passa a validar os grupos de acesso de forma mais rigorosa a partir da versão 2.2.29.5.
Quando um grupo de acesso possui mais de um período associado à mesma área, a sincronização com o dispositivo facial ocorre de forma incompatível — daí a mensagem “Horário não permitido no grupo de acesso” e a porta não libera.
8.4. Configuração correta dos grupos de acesso
Regra estrutural para esta arquitetura. Cada área deve possuir apenas um único período de acesso associado. Não podem ser associados dois ou mais períodos à mesma área — essa configuração causa incompatibilidade na validação dos grupos de acesso pelo dispositivo facial.
Revise todos os grupos de acesso do projeto e ajuste para respeitar a regra 1 período por área. Se o projeto exige múltiplos períodos, avaliar a criação de áreas separadas.
8.5. Configuração do servidor facial no KeyAccess
As configurações do servidor cadastrado no KeyAccess como dispositivo facial devem seguir os parâmetros recomendados para este tipo de arquitetura (consultar cadastro-modelo com o SAC / referência do treinamento). Em particular:
Cadastro do PAD Hikvision com Controladora KA = Não.
Demais campos conforme seção 7.2 deste documento.
8.6. Sincronismo com o dispositivo facial
Após ajustar as configurações dos grupos de acesso, é necessário sincronizar com o dispositivo facial. No KeyAccess:
Acesse o cadastro do Servidor Facial.
Clique em Ações.
Selecione Sincronizar grupos.
Confirme a operação testando a liberação por reconhecimento facial no terminal. A mensagem “Horário não permitido no grupo de acesso” não deve mais ocorrer.
9. Verificação final e escalação
9.1. Checklist de verificação após implantação/migração
As controladoras KA mostram-se conectadas ao servidor em nuvem (não offline) — DTLS ativo e validação on local.
Se houve migração de banco: os cadastros e o histórico do cliente estão íntegros na nuvem.
Se há facial: cada terminal responde por HTTPS na porta externa configurada no roteador (testar do IP público, não da LAN interna).
Se há facial: o servidor KeyAccess mostra os terminais faciais como online no cadastro do módulo Facial.
Um teste real de liberação de porta (cartão / QR / facial, conforme o projeto) é registrado no monitor de eventos do KeyAccess.
Se arquitetura sem controladora KA: nenhuma mensagem “Horário não permitido no grupo de acesso” aparece em teste com usuário válido.
9.2. Quando escalar para o time KeyAccess
Inconsistências na base de dados após restauração no servidor em nuvem — envolver a equipe KeyAccess responsável pela publicação.
Controladoras não conectam ao servidor em nuvem mesmo com DTLS e liberação de portas UDP confirmadas.
Certificados digitais fornecidos não instalam no terminal Hikvision — abrir chamado no SAC com o log do erro.
Terminal facial cadastrado no KA aparece offline mesmo com port forwarding correto e teste externo passando — abrir chamado no SAC.